quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Doenças Hematológicas


As doenças hematológicas ou doenças do sangue, resultam de mudanças anormais nas funções de células ou na sua quantidade no sangue. As doenças hematológicas mais comuns são: anemiasleucemias e a hemofilias. Em algumas doenças, são indicadas afarese terapêutica para controlo de certas doenças hematológicas, ou para sua cura, o transplante de células hematopoiéticas.
A anemia pode ter várias causas, desde de deficiências nutricionais, hemorragias prolongadas ou agudas, uma anemia hemolítica - moderada ou aguda, ser de origem hereditária, ser resultante de doenças crônicas (nos rins ou no fígado), até mesmo em resultado de tumores da medula óssea. Poderá ser um efeito adverso de medicamentos quimioterápicos, de certos antibióticos,
A leucemia é uma doença que atinge a medula óssea e os gânglios linfáticos, podendo provocar diminuição de eritrócitos, diminuição das plaquetas e, principalmente, a alteração do sistema imunitário. Há 4 tipos de leucemias: linfoide ou mieloide, quanto a sua origem, aguda ou crônica, quanto aos sintomas. As leucemias mais frequentes são: a leucemia linfoide aguda (mais comum em crianças) e a leucemia mieloide aguda.
Hemofilia se carateriza pela deficiência do Fator VIII (na hemofilia tipo A) ou Fator IX (na hemofilia tipo B) da coagulação.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sistema nervoso


O sistema nervoso pode ser comparado a uma rede de comunicações em que as mensagens são os pulsos elétricos que viajam rapidamente por cabos transmissores , os nervos, estabelecendo a comunicação entre as partes do corpo e uma estação central formada pelo encéfalo e pela medula espinhal.







O sistema nervoso é dividido em Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico (SNP). 
SNC recebe, analisa e integra informações. É o local onde ocorre a tomada de decisões e o envio de ordens. Ele é composto encéfalo e medula espinhal.

Medula espinhal

A medula espinhal é o centro dos arcos reflexos. Encontra-se organizada em segmentos (região cervical, lombar, sacral, caudal, raiz dorsal e ventral). É uma estrutura subordinada ao cérebro, porem pode agir independente dele.

Cérebro

O cérebro está relacionado com a maioria das funções do organismo como a recepção de informações visuais nos vertebrados, movimentos do corpo que requerem coordenação de grande número de partes do corpo. O cérebro encontra-se protegido pelas meninges: pia-máter, dura-máter e aracnóide.
SNP carrega informações dos órgãos sensoriais para o sistema nervoso central e do sistema nervoso central para os órgãos efetores (músculos e glândulas). É composto por nervos e gânglios. O SNP pode ser divido em voluntário e autônomo.

Sistema Nervoso Voluntário

Está relacionado com os movimentos voluntários. Os neurônios levam a informação do SNC aos músculos esqueléticos , inervando-os diretamente. Pode haver movimentos involuntários.

Sistema Nervoso Autônomo

Está relacionado com os movimentos involuntários dos músculos como não-estriado e estriado cardíaco, sistema endócrino e respiratório.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Infertilidade

O que é infertilidade?


A infertilidade é  definida pelos médicos como a incapacidade de engravidar após pelo menos um ano de tentativas sem o uso de métodos contraceptivos e de atividade sexual regular (pelo menos duas relações sexuais por semana com intervalo de 2-3 dias).
Tanto o homem como a mulher são afetados em mesma proporção pela infertilidade, ou seja ambos respondem por 40% dos casos de infertilidade. Nos outros 20% a causa não é clara.
As principais causas de infertilidade feminina são disfunções na ovulação (fator ovulatório), alterações nas tubas (fator tubário) e no útero (fator uterino), outra causa importante de infertilidade é a endometriose, doença cada vez mais freqüente em nosso meio.Mas  há outros fatores que também pode aumentar o risco de infertilidade como o fato de deixar para engravidar mais tarde, a obesidade ou o baixo peso, a exposição a doenças sexualmente transmissíveis e o tabagismo são exemplos claros de situações que aumentam o risco de infertilidade e que devem ser evitados. Outra situação que vemos na prática clínica é quando a mulher é submetida a quimioterapia ou radioterapia no tratamento do câncer. Neste caso, dependendo do esquema utilizado, há perda dos óvulos e alto risco de infertilidade. 
Já no homem as  principais causas  são: varicocele, processos infecciosos, exposição a toxinas, fatores genéticos, alterações hormonais e obstrução dos ductos de transporte. No entanto, boa parte dos homens com alteração no sêmen não tem qualquer motivo identificável que a explique. 
Atualmente existem diversos tratamentos para tratar a infertilidade, mas antes de iniciar qualquer tratamento o casal precisa de um acompanhamento médico para investigar as causas e orientar  um tratamento adequado. Entre as técnicas de reprodução humana incluem a relação sexual programada (coito programado), a inseminação intra-uterina e a FIV. Em muitas situações, há mais de uma opção de tratamento. Nestes casos, dentre os fatores que determinam a escolha temos: idade da mulher, tempo de infertilidade, fatores associados e desejo do casal.




segunda-feira, 17 de junho de 2013

           Insulina é o hormônio da saúde


Insulina é o hormônio da saúde
A insulina é um hormônio sintetizado no pâncreas, que promove a entrada de glicose nas células e também desempenha papel importante no metabolismo de lipídeos e proteínas. Existem algumas patologias relacionadas à função da insulina no corpo, como: diabetes, resistência à insulina e hiperinsulinemia.
Conheça agora um pouco mais sobre a importância deste hormônio para nossa saúde.
Atuação no organismo
Os carboidratos que ingerimos através dos alimentos (pão, massas, açúcares, cereais) são mais rapidamente convertidos em glicose quando precisamos de energia. Entre as refeições, o fígado libera a glicose estocada para a corrente sanguínea e dessa forma mantém os níveis normais de glicose no sangue.
Para a glicose penetrar em cada célula do corpo é necessário que haja insulina circulante, que faz com que o hormônio chegue aos receptores de insulina nas células.
Quando a glicemia (taxa de glicose no sangue) aumenta após uma refeição, a quantidade de insulina também aumenta para que o excesso de glicose possa ser rapidamente absorvido pelas células.
Alguns estudos verificaram que a insulina tem uma função essencial no sistema nervoso central para incitar a saciedade, aumentar o gasto energético e regular a ação da leptina, que é um hormônio também relacionado à saciedade (Schwartz, 2000).
Os níveis de insulina aumentam proporcionalmente com o grau de obesidade. Com isso, muitas pessoas obesas demonstram resistência à insulina, diabetes e outras doenças associadas. Estas seqüelas podem usualmente ser corrigidas com a redução de peso.
Veja a seguir como age a insulina em algumas patologias:
Diabetes tipo I
As células do pâncreas são incapazes de produzir insulina e se não há insulina circulante a absorção de glicose fica prejudicada e ocorre o aumento de glicose no sangue. Neste caso é necessário injetar insulina subcutânea para que possa ser absorvida pelo sangue.
Diabetes tipo II
As células musculares e adiposas são incapazes de utilizar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, a glicose no sangue é pouco aproveitada por essas células.
Hiperinsulinemia
Algumas das causas da hiperinsulinemia são: obesidade, sedentarismo e consumo elevado de carboidratos refinados, que provoca aumento de glicose no sangue e conseqüentemente aumento na produção de insulina.
Resistência à insulina
Ocorre dificuldade de penetração da glicose nas células e dessa forma é produzido mais insulina, já que este é o seu papel, levar glicose à célula, só que devido a essa dificuldade este hormônio não atua de forma ideal, não desempenha sua função por completo. Esse excesso de insulina pode gerar um estado de pré-diabetes ou diabetes mesmo.
O que podemos fazer?
Ter uma alimentação saudável, consumir alimentos de grupos variados, na quantidade adequada de acordo com a necessidade calórica de cada um, praticar exercícios físicos regularmente, pode contribuir e muito para que a insulina desempenhe seu papel de forma correta no organismo.
Referências
SCHWARTZ M.V.- Staying slim with insulin in mind. Science 289: 2066-7, 2000.    

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fermentação

Os organismos anaeróbios realizam a fermentação na ausência de oxigênio. Com a fermentação é possível obter alguns produtos, como pães, iogurtes, vinhos etc.


Vinho, cerveja e pães são alguns dos produtos que podemos obter a partir da fermentação.
Vinho, cerveja e pães são alguns dos produtos que podemos obter a partir da fermentação.
fermentação é um processo no qual ocorre a quebra da glicose sem nenhum consumo de oxigênio. É, para os organismos anaeróbios, o único meio de obtenção de energia, pois eles não possuem enzimas responsáveis pelas reações químicas do ciclo de Krebs e da cadeia respiratória. Alguns organismos que realizam a fermentação são as bactérias causadoras do tétano, do botulismo e do levedo de cerveja.

Os tipos mais importantes da fermentação são a fermentação lática e alcoólica.

fermentação láctica é assim chamada porque as bactérias que a fazem produzem ácido láctico, que coagula o leite, transformando-o em coalhada ou em iogurte. A fermentação alcoólica é realizada por um fungo unicelular, também chamado de levedo de cerveja ou fermento de padaria, cientificamente chamado de Saccharomyces cerevisiae. Essa levedura é utilizada na fabricação de bebidas alcoólicas (vinhos, cervejas, aguardentes, etc.) e na fabricação de pães (na qual o gás carbônico é o responsável pelas bolhas que tornam a massa mais macia).

Aprenda como substituir manteiga e margarina por alternativas mais saudáveis e saborosas


  • Divulgação
    Nutricionistas sugerem a "manteiga melhorada" e pastas como as de soja, tofu ou grão de bico
    Nutricionistas sugerem a "manteiga melhorada" e pastas como as de soja, tofu ou grão de bico


    O pãozinho nosso de cada dia pode ganhar acompanhamentos muito mais saudáveis e saborosos do que a manteiga e a margarina. Embora sejam tradicionais e favoritas nas mesas brasileiras, ambas têm o seu lado de vilãs.

    “A manteiga é rica em gordura saturada. Consumida em excesso, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e contribui para a inflamação do organismo”, afirma Natália Colombo, nutricionista da NCNutre – Nutrição Funcional Individualizada.

    Mesmo assim, ela ainda é melhor que a margarina, pois é rica em ácido butírico, que ajuda a prevenir o câncer intestinal, e também é fonte de vitamina A, segundo Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde. “Entretanto, deve ser consumida com moderação: três vezes por semana, passando apenas a ponta da faca com manteiga no pão”, recomenda.

    Já a margarina, segundo as especialistas, não contém nenhum nutriente. “Devido à sua estrutura, não é reconhecida pelo corpo como alimento”, observa Murta. Ela explica que a margarina é produzida artificialmente, por meio do processo de hidrogenação de óleos vegetais, para ficar sólida.

    Este processo acaba formando as temíveis gorduras trans, que ativam reações inflamatórias, bloqueiam substâncias vasodilatadoras, levando ao aumento da pressão arterial, prejudicam o sistema imunológico e aumentam o risco de câncer.

    Por conta disso, os próprios fabricantes têm buscado recursos para melhorar os seus produtos como, por exemplo, o uso de substâncias que ajudam a absorver o colesterol (os fitoesteróis) ou de processo para reduzir as gorduras trans, chamado tecnicamente de interesterificação.

    Manteiga de oleaginosas

    Uma alternativa caseira bem saudável é a manteiga de oleaginosas, feita com castanhas como amêndoas, avelãs ou nozes. O preparo é fácil: basta tostar as castanhas e passá-las num processador até obter uma pasta. A partir daí, vale a criatividade para diversificar os sabores, adicionando mel, cacau em pó ou baunilha, entre outros produtos.

    “As castanhas possuem uma grande quantidade de gorduras boas, ou seja, ácidos graxos mono e poli-insaturados, além de vitaminas B e E, cálcio, ferro, magnésio e arginina, que ajuda a regular a pressão arterial e melhorar a imunidade”, relata Colombo.

    Ainda, segundo a nutricionista, as oleaginosas são ricas em selênio, que contribui no combate aos radicais livres, substâncias produzidas pelo organismo que causam o envelhecimento precoce.

    Outra dica é fazer a manteiga de azeite de oliva extra virgem, incluindo as ervas e os condimentos que preferir.  Este azeite previne doenças cardiovasculares ao diminuir o chamado colesterol ruim e aumentar o colesterol bom. “Além disso, é anti-inflamatório, previne alguns tipos de câncer, ajuda a reduzir a gordura visceral e melhora a saúde da pele, entre outros benefícios”, diz.

    Versão melhorada

    Para quem não quer mudar radicalmente, a nutricionista sugere a “manteiga melhorada”, uma mistura da manteiga tradicional com a mesma quantidade de azeite de oliva extra virgem. “Assim, é possível diminuir os impactos negativos de um produto e agregar os pontos positivos do outro. E quando você acrescenta ervas, adiciona os benefícios delas também”.

    No caso dos azeites, Colombo reforça que o ideal é usar os do tipo extra virgem com acidez máxima de 0,5% a 0,8%, acondicionados em vidros escuros, pois preservam mais a qualidade.

    Pastas de grão de bico (húmus), de tofu e de soja também são opções saudáveis para acompanhar pães frescos, torradas e bolachas, sugere Murta. Já no preparo de bolos, doces e tortas, a nutricionista recomenda usar óleos vegetais, como os de canola, girassol ou coco, inclusive para untar as formas, pois eles apresentam benefícios semelhantes aos do azeite. A substituição deve ser feita na mesma proporção da receita original.

    As especialistas lembram que estas trocas favorecem a saúde, mas não têm efeito para quem quer perder peso, uma vez que os produtos substitutos apresentam praticamente a mesma quantidade de calorias da manteiga ou da margarina. Para se ter uma ideia, uma colher de chá de margarina tem 40 calorias.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

CARBOIDRATOS

Os carboidratos também podem ser chamados de glicídios, glucídios, hidratos de carbono ou açúcares. São formados fundamentalmente por moléculas de carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O), por isso recém a denominação de hidratos de carbono.

carboidratosAlguns carboidratos podem possuir outros tipos de átomos em suas moléculas, como é o caso da quitina, que possui átomos de nitrogênio em sua fórmula.
Estão relacionados com o fornecimento de energiaimediata para a célula e estão presentes em diversos tipos de alimentos. Os carboidratos são os principais produtos da fotossíntese.
Além de função energética, também possuem uma função estrutural, atuando como o esqueleto de alguns tipos de células, como por exemplo, a celulosee a quitina, que fazem parte do esqueleto vegetal e animal, respectivamente.
Os carboidratos participam da estruturas dos ácidos nucléicos (RNA e DNA), sob a forma de ribose e desoxirribose, que são monossacarídeos com 5 átomos de carbono em sua fórmula.
O amido, um tipo de polissacarídeo energético, é a principal substância de reserva energética em plantas e fungos.
Os seres humanos também possuem uma substância de reserva energética, que é um polissacarídeo chamadoglicogênio. Ele fica armazenado no fígado e nos músculos e quando o corpo necessita de energia, esse glicogênio é hidrolisado em moléculas de glicose, que são carboidratos mais simples, com apenas 6 átomos de carbono. O glicogênio é resultado da união de milhares de moléculas de glicose, assim como a celulose.
Os carboidratos são substâncias extremamente importantes para a vida, e sua principal fonte são os vegetais, que os produzem pelo processo da fotossíntese. Os vegetais absorvem a energia solar e a transforma em energia química, produzindo glicídios. E é desses glicídios que todos os outros seres vivos dependem para sobreviver. Essa energia é passada para os níveis tróficos seguintes: Os herbívoros obtêm essa energia se alimentado de vegetais. Essa energia é passada para o nível seguinte, pois os carnívoros se alimentam dos herbívoros e assim por diante.

Alimentação saudável e equilibrada deve ter carboidratos e proteínas

Carboidratos são fontes imediatas de energia para o cérebro e sangue.
Já as proteínas são essenciais para os músculos e defesa do organismo.


Os carboidratos e as proteínas são dois elementos básicos e importantes para a saúde que devem estar presentes no prato todos os dias para manter uma alimentação saudável e equilibrada. Restringir a dieta a apenas um deles ou consumi-los em excesso pode ser perigoso e fazer mal ao organismo.
Os carboidratos, por exemplo, são fontes primárias de energia e funcionam como combustível para o cérebro, medula, nervos e células vermelhas do sangue, ou seja, mantêm o corpo funcionando. Por isso, a deficiência deles pode trazer riscos para o sistema nervoso central e para o organismo, de maneira geral.
A dica é que os carboidratos façam parte de, pelo menos, metade da dieta diária, principalmente pela manhã, quando o corpo e o cérebro precisam de mais energia.
Entre os alimentos ricos em carboidrato, estão o arroz, os cereais, os pães, massas, batatas e até mesmo as frutas. A falta de energia por causa da pouca ingestão desses alimentos pode logo dar sintomas, como fome, tontura, mal-estar e até mesmo prejudicar a memória.
Bem Estar - Infográfico fala de carboidratos e proteínas (Foto: Arte/G1)

sexta-feira, 31 de maio de 2013


O que são lipídios 

Os lipídios, também chamados de gorduras, são biomoléculas orgânicas compostas, principalmente, por moléculas de hidrogênio, oxigênio, carbono. Fazem parte ainda da composição dos lipídios outros elementos como, por exemplo, o fósforo.

Os lipídios possuem a característica de serem insolúveis na água. Porém, são solúveis nos solventes orgânicos (álcool, éter, benzina, etc).

Funções dos lipídios

Os lipídios possuem quatro funções básicas nos organismos:

- Fornecimento de energia para as células. Porém, estas preferem utilizar primeiramente a energia fornecida pelos glicídios.
- Alguns tipos de lipídios participam da composição das membranas celulares.
- Nos animais endodérmicos, atuam como isolantes térmicos.
- Facilitação de determinadas reações químicas que ocorrem no organismo dos seres vivos. Possuem esta função os seguintes lipídios: hormônios sexuais, vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, K, D e E) e as prostaglandinas.
Principais fontes de lipídios (alimentos):
- Margarinas
- Milho
- Aveia
- Soja
- Gergilim
- Cevada
- Trigo integral
- Centeio
- Óleo de canola
- Óleo de soja
- Óleo de peixes

Lipídios: Serão eles vilões?
As duas substâncias mais conhecidas dessa categoria orgânica são as gorduras e os óleos. Se por um lado, esses dois tipos de lipídios preocupam muitas pessoas por estarem associadas a altos índices de colesterol no sangue, por outro, eles exercem importantes funções no metabolismo e são fundamentais para a sobrevivência da maioria dos seres vivos. Um dos papéis dos lipídeos é o de funcionar como eficiente reserva energética. Ao serem oxidados nas células, geram praticamente o dobro da quantidade de calorias liberadas na oxidação de igual quantidade de carboidratos. outro papel dos lipídios é o de atuar como eficiente isolante térmico, notadamente nos animais que vivem em regiões frias. Depósitos de gordura favorecem a flutuação em meio aquático; os lipídios são menos densos que a água.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

A bioquímica dos sistemas biolológicos: Sistemas de tampão

http://www.youtube.com/watch?v=k-YSRx9iPSw

A bioquímica dos sistemas biológicos : Tampões biológicos

http://www.youtube.com/watch?v=hhonivn-h3A

Solução tampão

http://www.youtube.com/watch?v=f-1NPIlre88

A importância do tamponamento nos sistemas biológicos


Íons hidrogênio são constantemente produzidos no corpo, seja através dos alimentos ingeridos na dieta ou pelo metabolismo geral. Podem ser produzidos ácidos voláteis (como o CO2) ou não voláteis (como o ácido lático e os corpos cetônicos), que seriam capazes de alterar o pH do organismo. No entanto, é importante que o pH sanguíneo (e consequentemente o pH corpóreo) seja mantido dentro de faixas estreitas que permitam a vida.
O pH influencia diversas funções metabólicas, por exemplo, a carga final das proteínas, a atividade enzimática, as características da membrana celular, a regulação de funções celulares e a pressão osmótica nos vários compartimentos do corpo (em consequência da carga final das proteínas fixada no interior das células).
Sendo assim, a presença de sistemas tampões se faz necessária e importante para manter o pH corpóreo constante (Fig. 1), bem como mecanismos fisiológicos de regulação do equilíbrio ácido-base. Os tampões mais importantes encontrados no sangue são os sistemas CO2/HCO3- e a Hemoglobina. Outras moléculas que também influenciam neste equilíbrio são o fosfato, a amônia e a albumina. Além disso, diversos órgãos (não só os pulmões) também são importantes, regulando a excreção de ácidos ou bases, quando necessário.

Assim, soluções tampão são aquelas que atenuam a sua variação de pH, o qual mantem-se aproximadamente com o mesmo valor, mesmo na adição de brandas quantidades de ácido ou de bases.
Uma solução tampão pode ser formada ou por um ácido de natureza fraca e por um sal formado a partir da reação entre este ácido e uma base forte (sal de base forte), ou então por uma base fraca e por um ácido formado pela reação desta base com um ácido forte (sal de ácido forte). A preparação desta solução, de natureza tamponante, pode ser realizada apenas pela dissolução dos produtos em água.
“Hoje, o conceito de tampão é aplicado nas diversas áreas do conhecimento. Bioquímicos utilizam tampões devido às propriedades de qualquer sistema biológico ser dependente do pH; além disso, em química analítica e industrial, o controle adequado do pH pode ser essencial na determinação das extensões de reações de precipitação e de eletrodeposição de metais, na efetividade de separações químicas, nas sínteses químicas em geral e no controle de mecanismos de oxidação e reações eletrolíticas”1.
Um dos sistemas tamponantes orgânicos mais importantes é o que está presente no sangue, o qual permite a manutenção das trocas gasosas sem grande alteração de seu pH, que possui valor de 7,4. O principal responsável pelo tamponamento do sangue está no equilíbrio entre o ácido carbônico e seu íon, o bicarbonato. Este sistema impede variações de pH maiores do que 0,2 unidades, o que traria sérias consequências ao metabolismo caso ocorresse.